Som desencanado, com uma letra minimalista e que diz tudo. Estamos todos fartos de tanto bla bla bla. Muito bacana.
Que importa el bla bla bla by Albornoz
O New York Times levanta a questão. Vivemos um tempo de reunião de bandas, álbuns tributos, shows que homenageiam álbuns antigos. O que está acontecendo ? Para onde olha a música pop de hoje ? Para aquilo que já aconteceu ?
A música que expressava a revolução e a contestação dos jovens agora vive de reeditar timbres e texturas, entrando de cabeça num túnel do tempo musical. Comodidade ou falta de ousadia ? Sons vintages re-processados e re-combinados para soar modernos.
Claro que álbuns genias seguiram esse caminho, mas tinham música de excelente qualidade que alicerçava o processo.
Como cita o NYT, já existiram civilizações que tinham obsessão por elementos culturais e características de alguma linguagem artística mais antiga. Mas não como a nossa sociedade, que reverencia manifestações tão recentes. É nostalgia parar a capacidade da nossa cultura para mover adiante ou estamos nostálgicos precisamente porque a cultura tem parado de se mover para a frente?
Esta semana o rapper Eminem atingiu um fato inédito, seu álbum “Recovery” é o único da história a vender 1 milhão de downloads nos Estados Unidos.
O CD estreiou simultaneamente como número 1 na Billboard 200 e Top Digital, mantendo-se na 1˚ posição por 7 semanas consecutivas.
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